A amizade... relação de poder em que multiplicamos nossa potência aproximando, expandindo e extravasando limites que nos causavam vertigens!
...
É atirar-se no rio ainda que ele não dê pé...
É encontrar uma estrada entre a voz e a pele...
A ousadia de driblar os raios e ensurdecer os trovões numa tempestade de fogo...
portanto paradoxal: abissal mas comensuravelmente sem fundo...
...
Já o amor é um tabuleiro onde guerreamos às regras e esculpimos as peças!
é o vento que faz a viração
que venha o furacão.
...
quinta-feira, 26 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
psssssssst!
pssssssstt!!! cala a boca! SILÊNCIO! SILÊNCIOOO.... tenho direitos, DIREITO!
nas escolas, prisões, famílias, trabalhos, igrejas e cinemas ensinam, obrigam e mandam: SI-LÊN-CIO !
POIS,
O SILÊNCIO É A ORGIA DOS ACOMODADOS
E A REBELDIA DOS ARRUINADOS
Num rebanho em passeata, entre as ordens da vanguarda, um grave silêncio... um ruído pedagógico que nada arranha o ouvido encerado dos miseráveis encerrados em sepulturas de cristal!
que triste a multidão em ritual!
nas escolas, prisões, famílias, trabalhos, igrejas e cinemas ensinam, obrigam e mandam: SI-LÊN-CIO !
POIS,
O SILÊNCIO É A ORGIA DOS ACOMODADOS
E A REBELDIA DOS ARRUINADOS
Num rebanho em passeata, entre as ordens da vanguarda, um grave silêncio... um ruído pedagógico que nada arranha o ouvido encerado dos miseráveis encerrados em sepulturas de cristal!
que triste a multidão em ritual!
domingo, 15 de junho de 2008
Como os corpos ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo
Ocupar significa estar PRESENTE... polir a matéria de que se fazem os sonhos, por onde navegamos e submergimos com a sutileza das idéias, que nos atiça e nos movimenta quando estamos insossos e soçobra a riqueza da vida na fusão dos espaços e no delírio dos tempos...
Meu presente, insistente, é esse não-ausente trovoar das palavras,
Uma feitiçaria ébria de jugo e veneno que verve pelo sereno das madrugadas
Enlouquece tempestade inteira de relâmpagos e tremores
Afagando meu sono com banho de chuva, sóis e calores...
Há um quê de paranóico esse experimentar ao voar
Derretendo meus dias de tanto queimar
Queimando como chama de vida que acende o incendiar
Labaredas infindas no insano horizonte do mar
Esse fenômeno é um simples passar, que de tão passarinho ficou pelo ar
É vento furacônico que faz viajar, atravessando o céu, a terra e o mar
Força que desafia a ousadia de querer navegar, pois em caravelas de riso
Aqui, lá , acolá, aos quinhentos cantos do mundo insisto em levar
Um presente não-presente que apenas se sente faz com força o não-ausente
Vivente, contente, tão intenso reticente, levemente adormecer no colo da mente
Suave, bravamente incidente, provocando urgentemente um outro acidente
Que a gente, de repente, faz ter novamente, como outro presente, torrente,
Orgasticamente surpreendente!
Meu presente, insistente, é esse não-ausente trovoar das palavras,
Uma feitiçaria ébria de jugo e veneno que verve pelo sereno das madrugadas
Enlouquece tempestade inteira de relâmpagos e tremores
Afagando meu sono com banho de chuva, sóis e calores...
Há um quê de paranóico esse experimentar ao voar
Derretendo meus dias de tanto queimar
Queimando como chama de vida que acende o incendiar
Labaredas infindas no insano horizonte do mar
Esse fenômeno é um simples passar, que de tão passarinho ficou pelo ar
É vento furacônico que faz viajar, atravessando o céu, a terra e o mar
Força que desafia a ousadia de querer navegar, pois em caravelas de riso
Aqui, lá , acolá, aos quinhentos cantos do mundo insisto em levar
Um presente não-presente que apenas se sente faz com força o não-ausente
Vivente, contente, tão intenso reticente, levemente adormecer no colo da mente
Suave, bravamente incidente, provocando urgentemente um outro acidente
Que a gente, de repente, faz ter novamente, como outro presente, torrente,
Orgasticamente surpreendente!
terça-feira, 29 de abril de 2008
MAis do QUE poDES me DAR
Precisava que preenchesse o silêncio hermético do salto no escuro.
Um salto corajoso e desmedido,
que deslocava o sentido do riso
e desmanchava em ventos de areia
ouriçados instintos...
Saltando se atravessa o tempo - dizia um sábio senhor de nariz retorcido.
Mas saltar sem estar em surto é se atirar no abismo do mesmo lugar. O surto ajuda a voar... e voando se percebe o chegar.
Que forte o vento quando quer derrubar!
É o trovoar colossal que enfrentava o temporal. Titãs na tempestade guerreando afãs!
Depois do trovão o silêncio no chão estampado na boca decepada de cordas pregadas ao pescoço do velho moço. Golpe certeiro do guerreiro, que medindo o seu pesar lutou sem parar. Desafio de louco, lutando com puco contra o céu, a terra e o mar.
Agora o silêncio é de oceano liso depois da ressaca, sol acariciando a pele e nuvens desenhadas no ar. Silêncio quieto, sem muito roçar.
É preciso um novo trovoar... e que venha mais forte se quer derrubar!
O DESTINO É O ABISMO QUE ENGOLE A QUEM NÃO SABE LUTAR.
Um salto corajoso e desmedido,
que deslocava o sentido do riso
e desmanchava em ventos de areia
ouriçados instintos...
Saltando se atravessa o tempo - dizia um sábio senhor de nariz retorcido.
Mas saltar sem estar em surto é se atirar no abismo do mesmo lugar. O surto ajuda a voar... e voando se percebe o chegar.
Que forte o vento quando quer derrubar!
É o trovoar colossal que enfrentava o temporal. Titãs na tempestade guerreando afãs!
Depois do trovão o silêncio no chão estampado na boca decepada de cordas pregadas ao pescoço do velho moço. Golpe certeiro do guerreiro, que medindo o seu pesar lutou sem parar. Desafio de louco, lutando com puco contra o céu, a terra e o mar.
Agora o silêncio é de oceano liso depois da ressaca, sol acariciando a pele e nuvens desenhadas no ar. Silêncio quieto, sem muito roçar.
É preciso um novo trovoar... e que venha mais forte se quer derrubar!
O DESTINO É O ABISMO QUE ENGOLE A QUEM NÃO SABE LUTAR.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Estraçalhos de mim
A força da vida
Reparte meu couro
Em pedaços de ira
E travesseiros de Ouro
Em tempos remotos
Risos violentos
Despedaçam em sangue
Presentes momentos
Tenho partes de nuvem
Informes em minhas saudades
Num céu de abismos
E minuanos destinos
Sobrevoo subterraneo
Decolando de pântanos
Avesso às asas
De guerreiro da vida
Mas o rio tenaz e forte
Limpa o lodo da morte
E de pedaços de sorte
Afoga meu norte
Eis o meu estraçalhar
Consumindo o passado ao passar
Em cachoeiras sem chão
Há vida: expansão..................................................
Reparte meu couro
Em pedaços de ira
E travesseiros de Ouro
Em tempos remotos
Risos violentos
Despedaçam em sangue
Presentes momentos
Tenho partes de nuvem
Informes em minhas saudades
Num céu de abismos
E minuanos destinos
Sobrevoo subterraneo
Decolando de pântanos
Avesso às asas
De guerreiro da vida
Mas o rio tenaz e forte
Limpa o lodo da morte
E de pedaços de sorte
Afoga meu norte
Eis o meu estraçalhar
Consumindo o passado ao passar
Em cachoeiras sem chão
Há vida: expansão..................................................
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
P-SOAS
Como SOA pessoas?
Pessoas SOA com P...
Pois P...
Pessoas comuns reclamam de COISAS comuns
Pessoas interessantes reclamam de PESSOAS comuns
Coisas comuns de PESSOAS comuns são desinteressantes
COISAS comuns de PESSOAS interessates tornam-se descomuns
Por isso PESSOAS COM P...
Puta que Pariu!
Pessoas SOA com P...
Pois P...
Pessoas comuns reclamam de COISAS comuns
Pessoas interessantes reclamam de PESSOAS comuns
Coisas comuns de PESSOAS comuns são desinteressantes
COISAS comuns de PESSOAS interessates tornam-se descomuns
Por isso PESSOAS COM P...
Puta que Pariu!
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Paradoxo e Para ela
Um olhar soturno pela janela
Quem é ela?
Movimento, choro, reboliço e canto
Quem é ela?
Faz voar, cair, machucar, levantar e sorrir
Quem é ela?
Adoça a vida com cravo e canela
Quem é ela?
Enlouquece, insana, descabela e cansa
Quem é ela?
Adormece, calada, e acorda na madrugada
Quem é ela?
Amargura sutil, suave e bela
Quem é ela?
Chuvisco, temporal, abismo e maldade
Quem é ela?
Poderia chamar-te senhorita maldade
Quem é ela?
És tu, preciosa saudade...
Piedosa saudade!
Piedade, saudade!
Saudade...
Venenoso Paradoxo!
Por ti já quase não posso!
Pára, doxo, pára!
Veneno é igual a maldade,
E ela é igual a saudade.
Quem é ela?
Movimento, choro, reboliço e canto
Quem é ela?
Faz voar, cair, machucar, levantar e sorrir
Quem é ela?
Adoça a vida com cravo e canela
Quem é ela?
Enlouquece, insana, descabela e cansa
Quem é ela?
Adormece, calada, e acorda na madrugada
Quem é ela?
Amargura sutil, suave e bela
Quem é ela?
Chuvisco, temporal, abismo e maldade
Quem é ela?
Poderia chamar-te senhorita maldade
Quem é ela?
És tu, preciosa saudade...
Piedosa saudade!
Piedade, saudade!
Saudade...
Venenoso Paradoxo!
Por ti já quase não posso!
Pára, doxo, pára!
Veneno é igual a maldade,
E ela é igual a saudade.
domingo, 27 de janeiro de 2008
Tratado sobre a História
Atire uma pedra num rio
E observe cautelosamente as ondas lambendo a correnteza...
Onde terá ido aquele resto de mundo?
Será que foi profundo?
Ou terá ido pro raso?
Tanto lá ou acolá
É a vida, sutil movimento,
Vista de dentro...
E observe cautelosamente as ondas lambendo a correnteza...
Onde terá ido aquele resto de mundo?
Será que foi profundo?
Ou terá ido pro raso?
Tanto lá ou acolá
É a vida, sutil movimento,
Vista de dentro...
Assinar:
Postagens (Atom)