terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Paradoxo e Para ela

Um olhar soturno pela janela
Quem é ela?
Movimento, choro, reboliço e canto
Quem é ela?
Faz voar, cair, machucar, levantar e sorrir
Quem é ela?

Adoça a vida com cravo e canela
Quem é ela?
Enlouquece, insana, descabela e cansa
Quem é ela?
Adormece, calada, e acorda na madrugada
Quem é ela?

Amargura sutil, suave e bela
Quem é ela?
Chuvisco, temporal, abismo e maldade
Quem é ela?
Poderia chamar-te senhorita maldade
Quem é ela?
És tu, preciosa saudade...

Piedosa saudade!
Piedade, saudade!

Saudade...
Venenoso Paradoxo!
Por ti já quase não posso!
Pára, doxo, pára!
Veneno é igual a maldade,
E ela é igual a saudade.

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