Precisava que preenchesse o silêncio hermético do salto no escuro.
Um salto corajoso e desmedido,
que deslocava o sentido do riso
e desmanchava em ventos de areia
ouriçados instintos...
Saltando se atravessa o tempo - dizia um sábio senhor de nariz retorcido.
Mas saltar sem estar em surto é se atirar no abismo do mesmo lugar. O surto ajuda a voar... e voando se percebe o chegar.
Que forte o vento quando quer derrubar!
É o trovoar colossal que enfrentava o temporal. Titãs na tempestade guerreando afãs!
Depois do trovão o silêncio no chão estampado na boca decepada de cordas pregadas ao pescoço do velho moço. Golpe certeiro do guerreiro, que medindo o seu pesar lutou sem parar. Desafio de louco, lutando com puco contra o céu, a terra e o mar.
Agora o silêncio é de oceano liso depois da ressaca, sol acariciando a pele e nuvens desenhadas no ar. Silêncio quieto, sem muito roçar.
É preciso um novo trovoar... e que venha mais forte se quer derrubar!
O DESTINO É O ABISMO QUE ENGOLE A QUEM NÃO SABE LUTAR.
terça-feira, 29 de abril de 2008
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